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terça-feira, agosto 26, 2003

Casamentofobia e outros problemas de crescimento

Descobri recentemente que sofro de problemas de crescimento. Fui iluminada para estas questões após um Bad Hair day. Então, cortei mais de metade do cabelo que tinha. Apercebi-me então que tinha retornado ao corte de cabelo da minha tenra juventude e que isso é sinal de um enorme desejo de não “crescer” mais.
Uma auto-detecção revelou diversas perturbações de crescimento: casamentofobia, diariodependência e ataques de nostalgia.
Acredito que muita gente sofra de Casamentofobia. Mas é das pequenas coisas que julgo sentir mais falta. Sentir falta da cama vazia, de não ter ninguém à espera, de ligar a TV às horas que bem me apetece, de me levantar para escrever ou ler ou seja o que for, sem sofrer uma questão, do barulhinho irritante do frigorífico em casa da minha mãe quando a casa está em silêncio a altas horas da madrugada, de beber leite quente com café e ficar enroscada nos lençóis a olhar para o tecto e a pensar na vida, dos monólogos em voz alta.
A minha Diariodependência já se prolonga há 13 anos. A escrita pode ser diária, semanal ou mensal, mas será sempre um diário. Questionaram-me há uns dias se iria manter um diário por muito mais tempo, já que isso é característica normal da faixa etária dos 11/12 anos até aos 18/20 ou talvez um pouco mais. Respondi que sim, sem hesitar muito. Ora, isto é mais um sinal de fuga ao acto de “crescer”.
Por outro lado, tenho um Diário de registo de sonhos. Incessantemente, descrevo em pormenor todas as vivências fora da vigília. Este é também um sinal de fuga ao crescimento na Realidade como a conhecemos e de um desejo enorme de evoluir noutros planos. Se posso sonhar com o que me apetece e viver a minha vida noutro plano sem afectar a minha vida real, para quê crescer na Realidade?
Os Ataques de Nostalgia que sofro também acabam por ser fugas. Revivo o passado, forço imagens fotográficas mentais a serem projectadas como que holograficamente pela minha biblioteca cerebral. Choro, rio, sofro, zango-me, redespertando um rol enorme de emoções passadas sem ter de sair do lugar. Se revivo isto tudo com os meus papelinhos, diários, registos e fotografias, para quê chorar, rir, sofrer ou zangar-me de novo na vida real?
Vivo, egoisticamente, para mim e para o auto-conhecimento.

Agnóstica eu sou

O Agnosticismo é a doutrina que afirma que a existência de Deus (e de outros seres espirituais) não é nem certa nem impossível. A postura agnóstica diferencia-se do teísmo, que afirma a existência de deus, e do ateísmo, que a nega.
Ser teísta ou ateísta é, na minha opinião, demasiado radical, assim, estou no meio termo. Além disso, agrada-me fazer parte de minorias.
Considero-me agnóstica, logo não posso chamar Deus a Deus, se duvido da sua existência. A discussão terminológica surgiu no meu cérebro e prolongou-se durante muito tempo. Apesar de, de quando em vez, ainda cair no erro de chamar a Deus, Deus, decidi chamá-lo Ser Superior. É tudo uma questão de lógica.

Os serviço de teletexto

Será que eu estou com problemas de processamento de informação ou o teletexto da SIC percorre as páginas a diminuir enquanto que o teletexto de todas as outras estações de televisão aumenta? Se não me engano, a SIC é líder de audiências. Então, a líder de audiências tinha de ser do contra e pôr o teletexto a operar de maneira diferente das outras? Gosto.

Um poema, para variar

E se escrever é Isto
É indecisão do corpo,
Atrofia da alma,
Perdição do coração,
Eu não quero escrever jamais!
Quero ser Gato, quero ser cão
Humano Não, que é demais
Pensar e não atingir razão !

Cervalobelófila

Mais uma prova do contra. Desde há alguns minutos decidi ser Cervalobelófila. Mesmo quem o é, a maioria das vezes não sabe, na verdade, que o é, ou pelo menos não sabe o que os outros ou o dicionário lhe chamam, portanto...eu passei a ser.

A Blogo-qualquer-coisa

Existe a blogosfera. Em breve surgirá a blogomania - algumas pessoas ficarão viciadas e dependentes do blog e isso afectará todas as esferas da sua vida. Tempos depois surgirá a blogofobia - algumas pessoas não conseguirão sequer ouvir a palavra blog, quanto mais imaginar expor os seus pensamentos e ideologias ao público.
Entretanto, correrão a especialistas dizendo que a manutenção de um blog é uma forma terapêutica de lidar com os acontecimentos da vida e nascerá a Blogoterapia. Outros especialistas se insurgirão, criando a Blogologia - a ciência que estuda o efeito dos blog’s na vida das pessoas.
Mais uma vez, duas frentes: Pró-blog’s vs Anti-blog’s. Nascerá um novo tipo de discriminação e guerras internáuticas.
Cada indivíduo escolherá o seu caminho. Cada país decretará as leis mais absurdas e rentáveis - a proibição do blog, a obrigação de ter um blog, a proibição de casamentos entre pessoas com preferência pelo mesma atitude face ao blog.
É a história do mundo.

Receios, Medos e Fobias

Compreendo receios, medos e fobias, mas espero que as pessoas procurem a sua origem. Parece que a comum indivíduo conforma-se facilmente com o facto de ter um enorme receio das coisas mais estranhas: Pombos? Borboletas? Algodão? Casca de Kiwi? É verdade.
Mas a evolução dos tempos parece ditar que ter uma fobia é “In”. Quase todas as estrelas têm uma. Se alguém souber de alguma fobia que eu possa adoptar, por favor diga! O critérios de selecção primordial é a originalidade.

As Viciantes Grandes - Superfícies
Durante as minhas férias, não senti saudade de nada em especial. Não sou uma pessoa saudosa.
Todavia, dei por mim com uma enorme sensação de falta de shoppings. Sempre que chegava a uma nova vila ou cidade, o meu primeiro pensamento era “onde haverá um centro comercial?”. Ao ponderar sobre isso, penso que na verdade procurava algum indicio de civilização, sem ofensa.
Após muita observação e reflexão concluo que os sinais de civilização parecem ser os seguintes: 1. Shoppings, 2. Bares, Prostituição e Drogas e 3. “Lojas do chinês”.
Será uma obsessão? Sentir-me impulsionada a entrar em todas as “lojas do chinês”? Mesmo que não compre nada? Saio de lá refrescada e uma nova mulher.

Relato das pseudo-férias em Portugal
A história do “Vá para fora cá dentro” parecer ter funcionado. Aliás, acho mesmo que virou moda. Na situação que o país vive, não admira. No fundo, passou-se a mensagem “goze férias, porque a indústria hoteleira também precisa de lucros, mas...como você é um português pobre, e não pode ir para muito longe, fique por cá”. Sem nos apercebermos, boicotamos o turismo no estrangeiro, como imaginam, em breve os estrangeiros boicotaram o turismo em Portugal e, daqui a uns anos sofreremos ainda mais. Não deve faltar muito até que a união decrete uma lei qualquer de igualdade, obrigando todos os cidadãos a gozar x tempo de férias noutro país da união europeia.
Bem, eu realmente gosto de Portugal e, como imaginam também, foi inteiramente por isso que decidi não passar férias em Bora Bora.


terça-feira, agosto 19, 2003

A Saga do Ginger Ale
No interior de Portugal ainda não sabem o que é Ginger Ale. Peçam Ginger Ale. Adiram.

O Casamento
Se um dia pensar em casar, pense antes que o casamento é um pré-requisito para o divórcio.

quarta-feira, agosto 06, 2003

Os Stand-up Comediants

Os Stand-up comediants são neuróticos obcessivo-compulsivos que desejam desesperadamente transformar tudo em piadas que façam realmente os outros rirem.
Basicamente, o trabalho deles é pasmar para todos os objectos e situações do dia-a-dia, e fazerem disso uma coisa engraçada. Só ficam felizes quando todo o público se ri desalmadamente deles.
Não, não são palhaços. Não são contadores de histórias, nem contadores de anedotas. Eles são uma espécie à parte. Usualmente, não fazem grandes piadas sem público. Vivem no “dark side of the force” até subirem para o palco, e aí, como diz o nome "EM PÉ", quais apolos, transformam-se em deuses mitológicos.

Temos o tipo MERCÙRIO - o mensageiro dos deuses, que usa o stand-up para tentar mudar mentalidades e representações sociais. Fala das actualidades e notícias recentes e claro, tenta ter piada com isso.

Depois, temos o tipo NARCISO, completamente apaixonado por si próprio, só se reconhece quando está em público, e o público é a sua fonte, onde vê reflectida a sua própria imagem. Fala continuamente de si e do que lhe acontece, e claro, tenta fazer piada com isso.

Depois temos o tipo IRIS, da mitologia grega, mensageira dos deuses que abandonou o Olimpo para transmitir as ordens divinas à humanidade. Os Stand-up comediants deste tipo aproveitam o palco para dar conselhos aos pobres humanos do público, de como fazer isto e aquilo, e claro, tentam fazer piada com isso.

O tipo ECO, da mitologia grega. Zeus, persuadiu Eco a entreter Hera com uma conversa incessante, para que esta não pudesse vigiá-lo. Irritada, Hera tirou de Eco o poder de falar, deixando-lhe somente a faculdade de repetir a última sílaba que ouvisse. Este tipo de Stand Up Comediants, como não tem grandes competências de oralidade, utiliza as expressões faciais e corporais para fazer piada. É, normalmente, o eco de piadas gratuitas e batidas, encenado em palco e tentam claro, fazer piada com isso.

Duas características são comuns a todos eles: Primeiro, é que começam sempre com "Sabem o que é que me chateia?" "O que me faz mais confusão é que...", "Mete-me uma impressão enorme que...". Segundo, as suas piadas visam essencialmente as diferenças entre homens e mulheres.
Mas não levem a mal. Eu gosto de stand-up comedy.
Mas sabem o que é que me chateia? Acho que deviam ir ao psicólogo pelo menos uma vez por semana.

O meu sapato e o GingerAle
Um dos sapatos do meu par preferido de sapatos começou a fazer “pffeeeeee".Estou a andar pelo rua quando me apercebo disso. É muito frustrante não perceber porque é que o sapato faz “pppfffeee” quando ando. Está furado? Revoltou-se comigo? É do Contra?

Quando chego ao café, como sempre, não há nada do que eu peço. Santal? Compal? Guaraná? GingerAle? Porque é que grande parte das pessoas não sabe o que é GingerAle? Como sou do contra divirto-me a pedi-lo. Assim, indirectamente vamos educando o povo. Sem maldade.

Além disso, porque é que nos bares só há daqueles sumos manhosos que se misturam com alcool? É anormal beber compal num bar? Já não se pode apanhar uma "torta" de Santal?
E porque é que não há leite nos bares? Quando peço leite fica tudo estupefacto! Leite é juventude...juventude frequenta bares...logo, devia haver leite nos bares, não acham? Bem, não concordem.

The Love Bank

Naquela sorna, entre o dormir e o acordar lembro-me de mais temáticas ligadas ao Ser do Contra. Porque é que não criam o Love Bank? Já há bancos de dinheiro, bancos de esperma e bancos do tempo! O Love Bank seria um banco de depósitos de bens amorosos. Porque a inspiração não está sempre “On”, depositaríamos diversas cartas de amor, objectos, etc, no banco.
Quando precisássemos de algo para conquistar alguém (tipo cartas de amor, anel de noivado, ideias para surpresas românticas, etc) íamos ao banco. E mais, podíamos depositar lá os bens duma relação acabada: Em vez de os queimar, dar ou devolver à procedência, eram reciclados! E outras relação qualquer gozaria deles.
Assim, outros clientes do banco poderiam adquirir esses bens, e nos recebíamos outros. Que acham? “Tha love bank, soon we’ll be going on another ride, the love bank, la, la,la,la ,la,la,la”.

Mousse caseira

A mousse caseira é melhor que a instantânea? Eu acho que não.

segunda-feira, agosto 04, 2003

Vou escrever coisas. Todos irão virar-se contra mim, e tudo à minha volta vai desabar. Poucas pessoas ficarão do meu lado. Toda a gente pensará mal de mim. Mas vale a pena. Todos me dirigirão críticas fortes e cruéis.Será isso que eu quero? É.
Por diversas vezes disseram-me que eu era “sempre do contra”.
Durante muito tempo argumentei que não, que tinha uma perspectiva diferente, que isto e que aquilo, até um dia. Esse dia é, conscientemente, hoje.
Já tinha pensado nisso diversas vezes, mas hoje, conscientemente afirmo que sou completamente do contra. E não me apetece tentar mudar. Ao assumi-lo, já mudei, mas não quero pertencer à maioria.
Sei que, se todos pensarem assim, provavelmente passamos a ser a maioria e também não é isso que desejo, por isso por favor...não concordem!

Isto poderá ser o ínicio de uma bela amizade!

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